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A doença de Alzheimer e a Arteterapia

October 26, 2017

 

 

 

A Doença de Alzheimer, que é uma doença neurodegenerativa, é a demência mais comum em idosos. Tarefas cotidianas como, vestir-se ou falar ao telefone por muito tempo com um antigo amigo, tornam-se muito complicadas para pessoas com Doença de Alzheimer (DA). Isso porque conforme o processo degenerativo avança, a concentração e a capacidade de fixação tornam-se prejudicadas. A destruição atinge principalmente os centros relativos à memória, à linguagem e às emoções.

 

Mas como prevenir ou pelo menos reduzir o progresso da doença de Alzheimer? Com o avanço da idade, muitos idosos não se sentem capazes de realizar suas atividades com autonomia, tendo muitas vezes que recorrer a ajuda de outras pessoas.

 

A Arteterapia trabalha a autonomia na medida em que o indivíduo torna-se independente do terapeuta, pois é ativo e cria nas sessões. Além disso, tem o objetivo de resgatar, desenvolver e ampliar o potencial criativo do sujeito. A prevenção e a promoção da saúde permitem uma ampliação da qualidade de vida com manutenção do estado de saúde, sendo menores as conseqüências de adoecimento.

 

A memória é a ligação mais clara que temos com a nossa história, com o que fomos, com o que construímos e, a arte auxilia no resgate dessa história na medida em que criar é reconstruir de uma outra forma.  O trabalho em Arteterapia supõe o risco de poder expressar-se, ir contra os modelos idealizados, a tradição e os costumes. Implica em poder ousar, ver-se de outras formas, sair da zona de conforto, do conformismo, dando ao idoso, em especial, a oportunidade de romper com a idéia de perfeição tão prejudicial à criatividade e tão enraizada nesses idosos com demência.

 

Nos idosos com demência, o uso de recursos expressivos alternativos, tais como: fotos, lápis e papel, músicas e poemas, pode auxiliar na comunicação. A possibilidade de vivenciar experiências sensoriais, proporcionadas pela percepção de cores, formas, texturas, volumes, permite que se concretize o simbólico, dê fala ao indizível, organizando o que se desconstruiu ao longo do tempo, concretizando a si mesmo e dando forma ao que parecia ter se perdido com a demência. O trabalho com a diversidade dos materiais permite a quebra de rigidez por tornar viável a possibilidade de perceber suas dificuldades e destrezas diante do novo com naturalidade, além de provocar um acolhimento próprio, percebendo-se num movimento de desenvolvimento de habilidades, lidando com expectativas, sem excluir-se do social.​

 

Na Arteterapia, o processo criativo pode ser um meio tanto reconciliador de conflitos emocionais como estimulador do crescimento pessoal. Ela permite um resultado de viver melhor no cotidiano, permitindo a liberação dos sentimentos e emoções, aumentando a qualidade afetiva das relações interpessoais através da melhora na comunicação, do fortalecimento da auto-imagem e da redescoberta de potenciais criativos. Assim, a arte e a expressão desses sentimentos permitem que a vida seja olhada de outro jeito, com consciência e aceitação de si.

 

 

 

 

 

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